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07-jun-2005 |
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Site
do CREA/AL (
09/03/05
- 19:26):
Transposição de bacias será debatido no Crea dia 17
Os conselheiros convidam o público em geral para participar da reunião plenária especial que ocorrerá dia 17, às 19 h, no auditório do Conselho Regional, para debater o tema "Transposição de bacias - um instrumento de gestão?". A palestra reforça os eventos da 2ª Semana Alagoana da Água que terá início de 16 a 22 deste mês.
Segundo os promotores, é uma oportunidade que permitirá a criação de um novo olhar de nossas comunidades sobre a questão dos recursos hídricos. Especialistas, artistas, estudantes e professores, se unirão a profissionais das mais diversas áreas, para encontrar soluções para um tema que preocupa todos os países do planeta: ÁGUA PARA A VIDA
O Jornal (16/03/05):
Semana
discutirá políticas para a questão da água
Isa
Mendonça - Repórter
A
Associação dos Engenheiros Sanitaristas em Alagoas (Abes/AL) e a Secretaria de
Recursos Hídricos de Alagoas abrem, hoje, a 2ª Semana Alagoana da Água. As
discussões vão até o próximo dia 22, data instituída pela Organização das
Nações Unidas (ONU) para se comemorar o Dia Internacional da Água. Além
disso, o Estado começa a realizar atividades inseridas na Década Internacional
de Ação – Água para a Vida, que inicia este ano e segue até 2015, como
também estabeleceu a ONU.
Alagoas vai discutir problemas e soluções que envolvem a questão da água.
Quem vai apresentar as situações e sugerir a implantação de novas políticas
públicas que possam trazer melhorias é a própria sociedade. Segundo o
presidente da Abes, Ricardo Vieira, a semana foi instituída no Estado para
incentivar a população a se envolver no debate sobre o assunto e participar
das decisões que dizem respeito ao futuro de todos. “Ao final da semana
iremos elaborar um relatório estadual para encaminhar ao governo de Alagoas e o
federal”, disse Vieira.
Recursos
Hídricos abre nesta quarta a programação da 2ª Semana Alagoana da Água
A
assembléia geral das Nações Unidas (ONU) proclamou o período de
Nos municípios alagoanos haverá várias palestras, painéis, reuniões sobre o tema com o apoio de parceiros como a Casal, Crea, Lions Club, entre outros.
O ponto máximo do evento acontecerá no próximo dia 22, quando será empossada a diretoria do Comitê Hidrográfico da Região do Pratagy, às 8h30, no auditório da Escola Fazendária. No mesmo local o engenheiro Alex Gama irá proferir palestra sobre o “Plano Diretor da Bacia do Rio São Francisco e o Semi-Árido alagoano”. Em seguida, o ex-secretário Nacional de Recursos Hídricos, Raimundo Garrido, e professor da Universidade Federal da Bahia, proferirá a palestra “A gestão da água em Alagoas – módulos do plano estadual.
“Estamos caminhando para garantir a qualidade, controlar o uso dos mananciais e, assim, preservar a água para as futuras gerações”, afirma o secretário-executivo de Recursos Hídricos, Ronaldo Lopes. Para ele, o sucesso depende do empenho do poder público, sociedade civil e usuários, pois se trata de um processo lento, sendo necessário despertar a consciência de cada cidadão.
Programação - (16/03 - quarta-feira)
8h às 18h – Palestras educativas em escolas de Maceió
Tema: “Água e preservação dos recursos hídricos”
Participantes: alunos da 6a a 8a série das escolas estaduais, municipais e particulares
Promoção: Casal
8h às 18h – Palestras educativas em escolas de Maceió
Tema: “Água e preservação dos recursos hídricos”
Participantes: alunos da rede pública
Promoção: Prefeitura Municipal de Pão de Açúcar
15h - Sessão especial na Assembléia Legislativa de Alagoas
Tema: “Água é vida”
Promoção: Assembléia Legislativa de Alagoas
17h - Abertura do Festival Anual de Meio Ambiente, Educação e Cultura
Tema: “Águas do São Francisco: ontem, hoje e sempre?”
Local: Quadra de Esportes de Piaçabuçu
Promoção: Prefeitura Municipal de Piaçabuçu
20h – Abertura da Exposição de Fotografias e cartazes
Tema: “Água é vida”
Local: Prefeitura Municipal de Santana do Ipanema
Gazeta de Alagoas - Municípios (16/03/2005):
AL abre hoje programação da 2ª Semana da Água
A Secretaria Executiva de Meio
Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais e a Associação Brasileira de
Engenharia Sanitária e Ambiental – seção Alagoas, abrem nesta quarta-feira
a 2ª Semana Alagoana da Água, que se estende até o dia 22 de março. A
programação envolverá os municípios de Maceió, Pão de Açúcar, Piaçabuçu,
Santana do Ipanema, Quebrangulo, Coruripe e Penedo.
A assembléia geral das Nações Unidas (ONU) proclamou o período de 2005 a
2015 como a Década Internacional de Ação – Água para a Vida. A iniciativa
demonstra a importância do tema, que é uma preocupação de todos os países.
O início da década se dará no dia 22 de março, quando é comemorado o Dia
Mundial da Água.
Nos municípios alagoanos haverá palestras, painéis e reuniões sobre o tema,
com o apoio de parceiros como a Casal, Crea, Lions Club e outros.
O ponto máximo do evento ocorrerá no próximo dia 22, quando será empossada a
diretoria do Comitê Hidrográfico da Região do Pratagy, às 8h30, no auditório
da Escola Fazendária. No mesmo local, o engenheiro Alex Gama vai proferir
palestra sobre o Plano Diretor da Bacia do Rio São Francisco e do Semi-árido
alagoano. Em seguida, o ex-secretário Nacional de Recursos Hídricos, Raimundo
Garrido, professor da Universidade Federal da Bahia, proferirá a palestra “A
gestão da Água em Alagoas – módulos do plano estadual”.
Evento discute recursos hídricos em Alagoas
Clique na imagem para vê-la em tamanho original
Site do CREA/AL (18/03/2005):
ALEX GAMA, ROBERTO LOBO E ANIVALDO MIRANDA DEBATEM TRANSPOSIÇÃO NO CREA/AL
Gazeta
de Alagoas (22/03/2005):
Detentor do maior estoque de água doce do mundo, o Brasil deixa 40% de sua população sem acesso ao líquido
Fernando Coelho
Se a distribuição de água no mundo é irregular e deixa milhões de pessoas
sedentas em todos os continentes, a alta concentração do líquido também é
um fato. A Organização das Nações Unidas estima que apenas nove países
possuam 60% dos recursos hídricos do planeta. O Brasil é o líder, seguido
pela Rússia, China, Canadá, Indonésia, EUA, Índia, Colômbia e Zaire.
No entanto, o quadro não impede distorções e abusos no consumo. Enquanto a
média mundial é de 645 metros cúbicos per capita ao ano, nos Estados Unidos o
número cresce para 1870 metros cúbicos e no Brasil não passa de 246 metros
cúbicos. “Se todo o mundo consumisse da mesma forma que os americanos, nós
não teríamos água para todos. O nível de conforto daquele país deve ser
repensado. O uso de recursos naturais pelos americanos é extremamente danoso ao
meio ambiente, por isso eles não assinam o tratado de Kyoto”, diz Ricardo
Vieira, presidente da Abes.
A crítica à maior potência mundial é pertinente. Segundo especialistas, se
todos os chineses vivessem como os americanos, seria preciso três planetas
terras para sustentar a demanda de consumo. Marcelo Barros, autor do livro “O
Espírito vem pelas águas”, ressalta que enquanto um africano dispõe de, no
máximo, 10 litros de água por dia, um americano sente-se no direito de gastar
450 litros.
Rodízio
Do lado brasileiro, os números impressionam. O país de dimensões continentais
abriga rios e quedas d’água entre as maiores do mundo e responde por 56% da
água doce encontrada na América do Sul. Mas, quando o assunto é
distribuição e desperdício, o país do futebol leva um banho de cuia: 70% dos
rios estão contaminados porque 80% dos esgotos são despejados neles; 40% das
águas das torneiras não servem para beber e, ao todo, cerca de 105 milhões de
brasileiros vivem um estado de insegurança quanto a água que consomem.
No Brasil, a majestade de pior distribuição de renda do mundo se equipara
quando o assunto é distribuição de água. No Norte, com apenas 7% da
população, o recurso hídrico chega a 68% da água do País. Já o Nordeste,
com 29% da população, detém 3%. A região que mais consome o líquido no
País, o Sudeste, tem 43% da população brasileira e conta com apenas 6%.
No abastecimento, o gargalo é ainda mais apertado. 40% da população não é
atendida com serviços de água tratada e 96 milhões de pessoas vivem sem
esgoto sanitário. Calcula-se que, em média, uma pessoa necessita de 40 litros
de água por dia, mas, os brasileiros consome mais de duzentos litros.
De uma maneira geral, uma das razões para a escassez é o desperdício. A
média brasileira é jogar por água abaixo 40% do líquido tratado disponível.
Em Alagoas, esse número chega a 50%, segundo dados da Casal. O racionamento é
uma realidade no cotidiano de metrópoles e cidades ribeirinhas. Em Recife, o
abastecimento para a maioria da população é realizado apenas de 48 em 48
horas.
Os mais de 15 milhões de habitantes de São Paulo, já acostumados com o
rodízio, consomem o equivalente a 180 piscinas olímpicas por hora. Na terra da
garoa, o uso doméstico de água é bem maior que a média nacional, ficando em
22,7% da consumida no Estado. Os 38 municípios da maior região metropolitana
do país produzem 15 mil toneladas de lixo por dia, das quais 95% são enterrada
em lixões e aterros que contaminam mananciais subterrâneos.
Para os especialistas, não restam dúvidas que o Brasil é um país
privilegiado. O nó está na distribuição e no uso consciente do mineral.
“Não temos uma sinalização de que vamos ter restrições de água de um
modo geral. Vamos continuar com os problemas localizados que já existem hoje. O
grande drama é que a água existe mas não está onde a gente precisa. Temos
muita água no Amazonas, mas tem pouca gente lá. É preciso pensar no
gerenciamento da água, de forma tal, que todos a tenham com parcimônia”,
avalia o presidente da Abes.
Consciência e reflexão em pauta no Dia Mundial da Água
A campanha Década
Internacional de Ação - Água para a Vida se estenderá até 2015 e visa
sensibilizar o ser humano para o uso racional do mineral
Fernando Coelho
Imagine o planeta como um organismo vivo. Mares e rios formariam um sistema
semelhante ao aparelho circulatório do ser humano. Neste caso, no lugar de
sangue, água. Para o homem, basta um leve aumento na taxa de gordura e os
riscos de complicações cardíacas aumentam. Um processo similar ocorre no
globo quando os mananciais são poluídos: a Terra sua vida ameaçada.
Neste mundo de água chamado Terra, apenas 2,5% do líquido encontrado é doce.
Desses 2,5%, somente 1% é de água potável e boa parte corre sérios riscos de
contaminação. Ou seja, não temos tanta água disponível quanto imaginamos.
Como o consumo do mineral se duplica a cada 20 anos, num índice duas vezes
maior que o crescimento populacional, aumenta a necessidade de políticas que
sensibilizem a população para o uso mais racional da água.
No dia Mundial da Água, comemorado hoje, o alerta e a reflexão para a
poluição e a escassez decorrentes comandam a celebração. A data foi criada
na conferência sobre meio ambiente realizada pela Organização das Nações
Unidas (ONU), no Rio de Janeiro, em 1992, e desde então vem promovendo
atividades que visam estimular a população e sociedade em geral no engajamento
em torno do tema. Este ano, será lançada a campanha Década Internacional de
Ação - Água para a Vida, que se estenderá até 2015.
Para não deixar a data passar em branco, a Associação Brasileira de
Engenharia Sanitária (Abes) em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente,
Recursos Hídricos e Naturais, vem realizando, desde o último dia 16, a 2ª
Semana Alagoana da Água. No calendário, uma jornada de palestras, seminários
e ações práticas sobre o assunto ocorreram simultaneamente na capital e em
diversas cidades do interior.
“A questão da água tem que entrar na pauta de discussões diárias da
sociedade. Por isso, este ano realizamos 65 eventos relacionados com o assunto.
Desde sessão especial na Câmara dos Deputados a escolas plantando árvores e
desenvolvendo atividades que colocaram o assunto em debate para toda a
comunidade”, explica Ricardo Vieira, presidente da Abes em Alagoas.
Apesar do Brasil encontrar-se em posição privilegiada – detentor de 14% da
água doce de todo mundo –, seu precioso estoque é mal distribuído e cerca
de 20% da população, aproximadamente 35 milhões de pessoas, não têm acesso
à água potável. Mesmo com oito grandes conjuntos de bacias hidrográficas que
despejam no Oceano 197.500 metros cúbicos de água por segundo, o País sofre
com a falta do líquido, seja na seca perene do semi-árido ou no ineficiente
sistema de distribuição das cidades.
Em Alagoas, tanto a capital quanto as cidades da zona da mata têm problemas
localizados de falta d´água. A Companhia de Abastecimento D’Água e
Saneamento do Estado de Alagoas (Casal) garante que a rede atende a 86% da
população de Maceió e 74% no interior. A situação fica crítica a partir do
Agreste e se agrava no Sertão. Nestas regiões castigadas pela seca, o
abastecimento irregular é totalmente dependente de adutoras que puxam e
distribuem a água do Rio São Francisco.
O Jornal (22/03/2005):
Sessão
especial hoje contra a transposição
No Dia da
Água, Francisco Tenório vai falar contra a transposição
A
Assembléia Legislativa (ALE) realiza sessão especial hoje para comemorar o Dia
Mundial da Água, em Porto Real do Colégio. O presidente da Casa, deputado
Celso Luiz (PSB), decidiu acatar pedido apresentado pelos deputados Adalberto
Cavalcante (Prona) e Francisco Tenório (PPS) devido à importância do tema.
Às 8h, parlamentares de Alagoas e de Sergipe vão se encontrar na ponte que
liga os dois Estados, para protestar contra o projeto de transposição do Rio
São Francisco.
Os deputados Adalberto Cavalcante e Francisco Tenório vão ampliar as
discussões acerca do Dia da Água. Eles organizaram um ato público com
prefeitos e representantes da sociedade civil, sindicatos e OAB, para
protestarem contra o projeto do governo federal, de transpor as águas do Rio
São Francisco. O mesmo movimento está sendo organizado por políticos
sergipanos. Os dois grupos devem se encontrar na cidade de Porto Real do
Colégio, na ponte que liga Alagoas e Sergipe, interrompendo o tráfego no
local.
Tribuna de Alagoas (22/03/2005):
Água desperdiçada corresponde a 52% do consumo
Perdas com vazamentos e uso indevido chegam a 2,87 milhões de metros cúbicos por mês
Considerada
o paraíso das águas, Maceió teria tudo para comemorar hoje, o Dia
Internacional da Água, não fosse um dado preocupante. Mensalmente, o município
desperdiça mais de 2,87 milhões de metros cúbicos do líquido, o
equivalente a 52% de todo o volume consumido por mês pela população da
cidade, em torno de 5,53 milhões de metros cúbicos.
Os dados foram divulgados ontem, pela Companhia de Abastecimento e Saneamento
de Alagoas (Casal). Parte desse desperdício (o equivalente a 27%) diz
respeito as perdas não–físicas, aquelas em que o volume de água passa
pelo hidrômetro das residências mas não é registrado.
Segundo o assessor da Diretoria de Operação da Casal, Alexandre Portela, o
fato de 7% das residências não possuírem sequer hidrômetro tem contribuído
ainda mais para a perda de água em Maceió, uma vez que a população a usa
sem nenhuma regra. “É comum ainda as pessoas lavarem o carro com água da
torneira, lavarem a calçada ou regarem o jardim, sem nenhum critério”, diz
ele.
Além da perda que a Casal considera de “não–física”, há a física
(provocada por vazamentos na tubulação da própria rede de abastecimento),
que corresponde a 25% do total de desperdício. “Isso se deve ao
envelhecimento de parte das tubulações de Maceió, muitas delas com mais de
50 anos de existência”, ressalta.
Enquanto não se nota o desperdício da chamada perda física, uma rápida
averiguada pela cidade é suficiente para presenciar a perda de água não–física.
Diariamente, o jardineiro José Manuel dos Santos molha duas vezes as plantas
do jardim do edifício em que trabalha, na orla da Jatiúca. Sem se preocupar
com a escassez do produto, ele diz que é uma das suas funções. “Recebo
ordens. Além disso, é o meu trabalho”, justifica. Enquanto isso, pessoas
como o comerciante Luís Gonzaga da Silva, morador da Avenida Brasil, no Santo
Eduardo, enfrenta a escassez do produto em suas torneiras. Embora não sejam
constantes, as faltas de água têm provocado um transtorno em sua vida, já
que tem que se virar pedindo a ajuda dos vizinhos que têm reservatório.
Para solucionar o problema, Luís Gonzaga ressalta que está tentando
construir uma caixa d´água em sua casa, para pôr fim ao drama.