Museu do Saneamento

08-ago-2003

PROJETO MUSAL

Museu do Saneamento de Alagoas

1.      Justificativa

Tendo inaugurado sua seção alagoana em 1976, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, desde o início, preocupou-se em registrar os acontecimentos e a história do saneamento e dos profissionais que protagonizam esta atividade no Estado. As características de nosso Estado, com alto índice de urbanização, histórica relação com a monocultura da cana e grande riqueza em eco-sistemas muito variados e de importância ecológica especial, determinaram, desde cedo, uma intensa atividade na área ambiental que nunca foi bem estudada, registrada ou divulgada. Nesta linha buscamos sempre alternativas para implantação de uma área onde profissionais e público em geral, pudessem encontrar fontes seguras de informação e aprendizado. A possibilidade de implantação de nossa sede, ocorrida quando da cessão de área de propriedade do Estado, até então abandonada, permitiu que o sonho pudesse se tornar algo mais próximo. Entretanto muito havia o que fazer (e ainda há), mas agora entendemos que é chegado o momento de retomarmos o sonho sempre presente de criar o nosso Museu do Saneamento de Alagoas.

2.     Objetivo

O MUSAL, ao reunir informações, objetos e materiais de importância histórica para o desenvolvimento do saneamento no Estado de Alagoas e toda a região nordestina, objetiva criar as condições necessárias para difusão da história do saneamento alagoano, seus principais profissionais e obras, como forma de popularizar os princípios das ciências do ambiente junto ao público. Tal função será executada através de atividades e visitas programadas, a serem realizadas por estudantes, profissionais e interessados em geral. O MUSAL será o ponto de referência para o saneamento no Estado, possibilitando a complementação das atividades da ABES em Alagoas.

3.     Local e Instalações

 Como previsto no próprio Contrato de Comodato entre o Governo do Estado de Alagoas e a ABES, juntamente com o Clube de Engenharia de Alagoas, a cessão da área onde hoje funciona a sua sede alagoana será também o local do MUSAL. Situado à Rua Cap. Samuel Lins, 100, no bairro do Farol, junto ao Mirante de Santa Terezinha, o local reúne todas as possibilidades para ampliação de sua condição de ponto de interesse turístico pela privilegiada vista da cidade, lagoa e oceano. As facilidades de acesso e a disponibilidade de área para estacionamento, além de grande proximidade à Praça dos Martírios, onde se localiza o Palácio Floriano Peixoto, sede do Governo Estadual, são fatores que ampliam as possibilidades desta área.

Por outro lado estamos também muito próximos ao complexo educacional do Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC que tem, entre seus cursos de nível superior, o de Engenharia Sanitária, possibilitando aos seus alunos mais uma opção de pesquisa e estudo.

A utilização conjunta do terreno utilizado pelas duas entidades, ABES e Clube de Engenharia de Alagoas, acrescenta ainda característica especial à implantação do MUSAL já que o local passou a se tornar ponto de encontro e referência para todos os profissionais de engenharia, seus familiares e amigos. A existência de equipamentos esportivos e sociais do Clube, permite esperar que os seus freqüentadores, associados ou não, se tornem potenciais visitantes e divulgadores do nosso MUSAL.

Utilizaremos três, dos quatro pisos do prédio em que foi transformado um dos reservatórios existentes na área, o que tornará ainda mais atrativo o MUSAL pela utilização inusitada de uma antiga estrutura di sistema de abastecimento d´água da cidade de Maceió. A sede da ABES/AL continuará no primeiro andar, tal como hoje está instalada. Haverá a necessidade de reforma e adaptação dos demais andares, além de acabamento das escadarias, instalações de telefone, redes de dados e sistema de segurança e climatização em todos os andares.

Sobre a laje de cobertura do bojo será construída uma plataforma metálica, criando-se espetacular mirante que permitirá uma visão única da cidade e arredores. No térreo e segundo andar, os visitantes terão à sua disposição material referente à história do saneamento e das ciências do ambiente em Alagoas. No último piso, equipamentos de multimídia permitirão o conhecimento das perspectivas para o futuro, com indicação dos novos projetos e projeções de atendimento destes serviços, além de acesso ao mirante do topo do reservatório-prédio.

 4.     Acervo

 A partir de doações dos órgãos públicos, empresas privadas e particulares, se pretende reunir um material rico em informações que permita visualizar e detalhar a história e os acontecimentos relativos ao saneamento e às ciências do ambiente no estado de Alagoas. Para tanto, já contamos com o apoio da Companhia de Abastecimento D´Água e Saneamento do Estado de Alagoas – CASAL, que disponibilizará importantes peças para composição do acervo do MUSAL. Profissionais com larga experiência na área serão chamados a fazer depoimentos gravados que orientarão a formação do acervo e o enriquecerão na medida em que dele passarão a ser parte importante. Incentivaremos as doações de documentos, fotos, desenhos, maquetes e todo e qualquer objeto que possa relacionar-se com o tema no Estado, para formação e permanente atualização e ampliação do acervo.

 5.     Atividades

 Como órgão vivo, o MUSAL terá um calendário anual de eventos que incluirá reuniões temáticas, exposições especiais, palestras e visitas orientadas, além e fornecer permanentemente material para divulgação de seus eventos. O mirante no topo do prédio será importante ponto de atração adicional, fazendo com que o MUSAL seja ainda mais visitado pelo público em geral. De comum acordo com o Conselho Mantenedor, prevê-se a contratação de um Curador que se incumbirá de planejar, executar e registrar as atividades e eventos do MUSAL.

 6.     Viabilidade

 A existência de farto material já foi confirmada, fazendo com que sua reunião, catalogação e exposição dependa apenas de acertos administrativos, após a definição dos financiadores iniciais.

A operação do MUSAL deverá gerar os recursos necessários à manutenção, que serão complementadas através de mensalidades dos mantenedores que farão parte do Conselho Mantenedor, criado para acompanhar e orientar as atividades do MUSAL. Através de contatos com operadores turísticos locais o MUSAL e seu mirante serão incluídos nos roteiros receptivos, gerando receita através da cobrança de entradas. De forma semelhante, serão estimuladas as visitas de estudantes mediante acordo com escolas do Estado, além de eventos que poderão gerar recursos para a viabilização do MUSAL.

Os custos estimados de implantação e manutenção do MUSAL são apresentados em anexo, assim como uma previsão da receita advinda das atividades do MUSAL.

 7.     Financiadores e Mantenedores

 Para a implantação inicial do MUSAL buscar-se-á o apoio de financiadores que aportem os recursos necessários às obras, aquisição de equipamentos e materiais. Empresas do setor e todas as esferas de governo serão chamadas à contribuir com a implantação de mais este novo ponto turístico e cultural.

Num segundo momento, formaremos um Conselho de Mantenedores que, através de contribuições mensais, fornecerão os recursos necessários à vitalidade e operacionalidade do MUSAL. O Conselho acompanhará o recebimento dos recursos e a sua utilização, orientando a ABES na direção das suas atividades.

 Maceió, janeiro de 2002.

Mande-nos sua opinião e sugestão sobre materiais e documentos
que poderiam estar presentes em nosso MUSAL.