O velho Chico

13-out-2003

502 anos do Rio São Francisco

No dia 4 de outubro de 1501, Américo Vespúcio registrou a descoberta da foz de um grande rio nas costas do novo continente. Como este dia, desde àquela época, é dedicado a São Francisco, o rio foi batizado com o nome do santo.502 anos depois, para comemorar este feito, reuniram-se os membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, na histórica cidade de Penedo, em Alagoas.

A reunião contou com a presença do Vice Presidente da República, José de Alencar, que coordena grupo de trabalho voltado à elaboração do projeto de gestão das águas do rio, do Ministro da Integração Nacional (Ciro Gomes), da Ministra do Meio Ambiente (Marina Silva), dos Governadores de Alagoas (Ronaldo Lessa) e Sergipe (João Alves).

Além destas autoridades e dos membros titulares e suplentes do comitê, estiveram presentes o Dr. Jerson Kelman (presidente da Codevasf), Dr. Francisco Guedes (diretor-presidente da Agência Nacional de Águas - ANA) e o presidente do Instituto Manuel Novaes para o Desenvolvimento da Bacia do São Francisco - IMAN (José Theodomiro)

Banhando 504 municípios e percorrendo 2.017quilômetros, o Velho Chico, recebeu o título de "Rio da Integração Nacional" pela sua importância e pujança. Degradado por uma série de ações predatórias, hoje está a exigir uma ação objetiva e imediata, que reverta a tendência de redução de seu caldal e de perda total da qualidade de suas águas.

A reunião, que foi acompanhada pela ABES/AL, foi encerrada com a redação e aprovação da CARTA DA FOZ, documento entregue ao Vice Presidente e que representa a posição do Comitê em relação às intervenções propostas para a bacia. A necessidade de implementação de um programa sério e consistente de revitalização do Rio foi considerada a decisão prioritária, entendendo os conselheiros que os projetos que comporão este programa não podem ser considerados como moeda de troca para a negociação de outras intervenções na bacia. Revitalizar o Rio São Francisco deve ser um grande programa nacional que envolva a todos na recuperação deste capital natural do Brasil, símbolo de nossa nacionalidade.

Novas obras na bacia ou a tão propalada transposição somente poderão ser executadas se tornarmos realidade um conjunto de ações que efetivamente recomponham a capacidade do rio de suportar estas intervenções.

A ABES/AL acompanhará de perto todos os passos do Governo Federal neste sentido e se irmana na decisão de defender de forma incondicional todas as ações que visem a recuperação e preservação dos diversos eco-ambientes da bacia, fundamentais para que possamos obter do rio todas as suas vantagens e benefícios.  

ABES seção Alagoas